terça-feira, 11 de maio de 2010

ENTRADAS DE PASSO FUNDO. Elas atraem os visitantes?

Hoje andei um pouco mais despreocupado pela BR 285, sem horário para cumprir, o que me permitiu andar abaixo dos 80 km/h (mas sem estar em velocidade incompatível com a rodovia, claro).
E aí os olhos passeiam pela estrada e suas laterais com mais vagar, olhando tudo mais detidamente.. que coisa!
Já ao sair da Avenida Brasil a gente encontra aquele canteirão maluco, mal feito, cheio de buracos e manchões no asfalto, que acolhe os que seguem direção a Erechim ou os que tomam a direção da Universidade. Horrível.
Mas como eu ia em outra direção, deixei tais buracos e manchões de lado e segui pelo arremedo de asfalto que vai para Lagoa Vermelha.
Já antes de chegar ao outro arremedo de trevo, frente ao posto BR, a gente vai encontrando buracos e asfalto mal feito, tendo nos lados barrancos e sujeira.
Passa-se o tal trevo e se tem pela frente algumas crateras que te saúdam antes de te levarem para o leito da rodovia totalmente desencontrado de sua forma natural, com mato nas vizinhanças, acostamento em degrau e uma visão que comportaria levar a moldura do inferno.
Passa-se pela frente do motel – onde pelo menos existe uma idéia de limpeza – e se segue em direção à entrada do Patronato. Pois é, uma entrada que já mostra o grande cuidado que se tem com aquele patrimônio da sociedade, com seus muros horrorosos – cujo estado pode muito bem indicar por que o MP que os menores afastados de lá – com mato e lixo acumulado pela frente da entidade.
À esquerda, tem-se a entrada do chamado loteamento Coronel Massot (Para quem não sabe, o Coronel Affonso Emílio Massot foi o primeiro brigadiano a ser efetivado Comandante Geral da Brigada Militar – isso em 1917 - e em 20 de Outubro de 1953, através do Decreto nº 4.221, foi instituído o patrono da Brigada Militar, mercê de seus reconhecidos méritos). Sair do loteamento ou acessá-lo não deixa de ser uma aventura... perigosa para quem entra, para quem sai e por quem só passa pela BR
E logo se chega a outro trevo nada seguro que liga a BR à perimetral, também muito pródigo com asfalto em decomposição, mato e lixo.
Deixo de lado as cercanias do Aeroporto e do Parque; creio que por ora basta.
A descrição de tudo isso tem por finalidade colocar o leitor nos locais, para que se possa perguntar:

- De sã consciência, sendo você um usuário da BR 285 nas proximidades de Passo Fundo, consciente do que você vê na estrada ao redor desta chamada Capital do Planalto, você se sentiria tentado a entrar na cidade?

Talvez por que acostumados a passar por ali seguidamente, não observemos o estado desta entrada, não nos chame a atenção o lixo acumulado no acostamento, não liguemos para o mato que toma conta das laterais da estrada.
E tudo isso, com certeza, não é elemento que contribua para atrair pessoas a entrar na cidade, tampouco ajuda a dar a Passo Fundo um conceito de cidade limpa, organizada, ordenada.
Somos muito coniventes com a falta de limpeza e capricho no trato das entradas de Passo Fundo.
Mesmo só tendo aqui referido uma - falta espaço para colocar o estado das outras -, tenham a certeza de que o lixo, o mato, o descuido são os mesmos nos outros pontos de acesso a Passo Fundo (e, para não deixar passar: nada diferente do que se vê em boa parte da cidade...).

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