domingo, 8 de agosto de 2010

Ruas de Passo Fundo: passeio em meio ao lixo!

Pois hoje, domingo, Dia dos Pais, levantei, como de costume, cedo. Alimentei o Freud e a Diana e fui passear com os dois, pelas ruas da Vila Rodrigues (Sempre levo os saquinhos necessários para o recolhimento do que produzem os dois).

O trajeto é quase sempre o mesmo, razão por que se conhecem os detalhes de cada calçada, de cada muro, de cada grade que por tais ruas existem.

Não há muita mudança no cenário, a não ser quando se está pelas cercanias da Praça Capitão Jovino, se vê um que outro monturo de terra, a indicar que as obras de reforma – que já ultrapassam os noventa dias -, ainda devem demorar no mínimo mais outro tanto. Às vezes se nota uma que outra residência que teve a pintura renovada, o andar de uma construção de mais um edifício nas redondezas. No mais, nada de diferente nesse mundinho.

Nada mesmo?

Também não é assim: encontro, todos os dias, ao lado dos de ontem e de anteontem, novos resíduos de lixo largado pelas ruas, espalhados por sabe-se lá quem, e não recolhidos sabe-se bem por quem. E também se sabe de quem é responsabilidade pela sujeira que impera pelas ruas da Vila Rodrigues, assim como pela que se espalha pelo Passinho inteiro.

É vergonhoso se ver, numa cidade universitária como Passo Fundo, o estado de abandono da limpeza das ruas.

Caminhando por aí, e como vou sozinho, o pensamento vai silente, mas vai ...

E aí fico a me questionar: por que as pessoas fazem questão de se eleger prefeito de uma cidade se, quando isso ocorre – e são até reeleitos – , os serviços básicos sob sua direção e responsabilidade, são tão mal prestados.

Talvez devesse o nosso prefeito sair do prédio da Prefeitura, caminhar pelas ruas, exercer a atividade pela qual recebe, do erário municipal, mais de R$ 400,00 por dia. Chamar seus secretários e definir metas a serem cumpridas; trocar os secretários quando os serviços de suas secretarias não atendessem a população.

Certamente que se se mexesse, se se movimentasse, se se interessasse, a cidade, no quesito limpeza, estaria com outro visual.

(E, até, quem sabe, andando pelas nossas ruas, poderia, como engenheiro que é, definir como arrumar este trânsito caótico, que assim ficou graças ao fato de sua administração entender que a ocupação das secretarias deve ser de forma a satisfazer a fome de cargos dos partidos cooptados para o seu lado.)

Não se venha – como seguidamente faz algum representante da administração – culpar a população pela sujeira que por aí grassa. Vê-se que a população, em sua grande e esmagadora maioria, coloca o seu lixo na forma correta. Mas, por não haver recolhimento adequado, por não mais se ver a varrição e capina de ruas, o lixo acaba sendo espalhado por tudo e, onde já há lixo, há a deseducação, pois, “se já está sujo, porque vou deixar de atirar papel e garrafas por aí? Já está sujo mesmo”

Pela foto ao  lado, pode se ver que não é possível entender como pode ter lixo assim, pelo meio da rua (É a Rua São Francisco, quase esquina com a Rua Senador Pinheiro, perto da Praça Capitão Jovino), espalhado e ali ficar por dias e dias.

Está na hora de, quem sabe, “empurrar” o prefeito – que está em seu terceiro mandato – e fazer com que pegue no tranco. Se não for assim, creio que teremos que esperar ainda mais de ano para empurrar muitos para fora da Prefeitura .

(No twitter:   @ccggoncalves)

2 comentários:

  1. Extremamente oportuno teu texto, seria muito interessante ser publicado também num jornal local, para que as pessoas pudessem identificar que seus endereços, mesmo em bairros distintos da cidade, vivem o mesmo drama do LIXO!!!!
    Parabéns!
    Geovana

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