sexta-feira, 9 de abril de 2010

A CRIMINALIDADE E A APATIA.

Manchetes dos nossos jornais locais – O Nacional e Diário da Manhã – diariamente dão conta de como Passo Fundo está a conviver com assassinatos, assaltos, tiroteios, além da interminável lista de mortes em razão da circulação viária.
Nesta semana, em um só dia, li neles que um taxista foi assaltado ao fazer uma corrida, um casal de amigos foi assaltado na Rua Moron quando chegava em casa, um ônibus foi assaltado no Bairro Vera Cruz, outro no Bairro Nonoai, um menor apedrejou um ônibus, e por aí vai.
O ruim é que eu, você e quem mais for, ao ler isso trata isso como NOTÍCIA, notícia ruim, é verdade, mas como notícia.
A gente não se dá conta de que estamos tendo contato com fatos, fatos que envolvem pessoas como eu, você e quem mais for.
E fatos que estão aqui, bem perto de nós, acontecidos nos mesmos locais e horários em que vivemos a nossa vida nesta nossa cidade, já não mais tão nossa, pois que parece ser mais da catrefa que se apropriou da insegurança que a todos aflige.
Não observo manifestação alguma por parte dos habitantes desta valorosa (pelo menos assim os assaltantes a consideram, com algum valor para surrupiar) Passo Fundo, no sentido de expressarem pelo menos alguma indignação com a constância com que este tipo de fatos ocorre.
Anda-se pelas ruas e algo que poderia transmitir a sensação de segurança – presença policial ostensiva – não é visto. E assim como nós, a bandidagem também não vê.
Mas enquanto nós, por isso, nos sentimos inseguros, ela, a turma amiga do alheio, se sente segura para tomar o que é meu, teu e do nosso vizinho, quando não para matar em troca de nada.
E apesar de nos sentirmos inseguros, não tomamos uma atitude que seja no sentido de COBRAR de quem nos deve segurança a presença mais constante nas ruas.
Estamos tomados por uma APATIA perigosa, pois quanto mais nos encolhemos, mais avançam as ações dos fora da lei, cujos efeitos, se não nos atingiram ainda, daqui a pouco nos farão sentir na carne a consequencia desta OMISSÃO.
Não desenvolvemos a cultura do COBRAR de quem nos serve o serviço que não nos é prestado, apesar de pago.
Parece que a hora da cobrança, ainda que tardia, não é despropositada.
Há mecanismos próprios para isso e os órgãos públicos, todos eles, inclusive os de segurança, devem contas à população que, por seu turno, tem o direito de saber tudo sobre a prestação do serviço e, mesmo, definir as prioridades a serem respeitadas na sua execução.
As desculpas pela falta de meios não devem superar a capacidade de planejamento do bom uso do que se tem, pois o que existe com certeza pode ser melhor empregado.

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