quarta-feira, 31 de março de 2010

A Feira do Produtor.


Não é objeto deste comentário o que a Feira do Produtor significa para a cidade quanto à possibilidade de produtores colocarem seus produtos à disposição da população, tampouco do quanto é bom que possam as pessoas encontrar produtos vindos das culturas realizadas no Município.
Quero me reportar a pontos discutidos (O coisinha chata este termo, “discutir”; precisaria ter uma secretaria para os adeptos da “discussão”, quando se trata de matéria administrativa) há muitos anos atrás, com os produtores e que envolviam, dentre outras coisas, o estacionamento de suas camionetas e carros.
À época ficou acertado que a área destinada ao estacionamento de TODOS os veículos dos produtores era a do pátio da antiga Gare, a que fica abaixo da Rua General Canabarro.
Para tanto, uma vez que alguns reclamaram da “distância” entre os veículos e o seu ponto de venda, em razão dos atos de carga e descarga, adquiri dois daqueles transportadores de carga e os entreguei aos produtores.
Por um bom tempo, a parte da antiga Gare, que fica para a Sete de Setembro, ficou livre de veículos na área destinada à calçada.
Passado um tempo, os veículos votaram e, como tudo na vida progride, boa parte das camionetas dos produtores vem sendo substituída por caminhões – ainda que de pequeno porte – que estacionam livremente ali, avançando muitos deles, em boa parte da avenida.
A Avenida, por outra, ali, permite estacionamento e é utilizada pelos consumidores dos produtos vendidos na Feira.
Assim, nos dias de Feira, o que se vê são veículos estacionados a partir da sobra de espaço deixado pelos bicos dos caminhões – estreitando assim, a pista de rolamento, já estreitada pelos tachões colocados em razão da lombada eletrônica –, inexistindo espaço para circulação de pedestres que, por tudo isso, são lançados às feras do asfalto, circulando no meio de veículos que transitam pela Avenida.
Este é um problema de segurança viária, que passa, como tudo por aqui, desapercebido por quem deveria estar atento a tal.
Afora isso, eu me questiono quanto a outro ponto: o do visual de um lugar interessante e bonito, a Gare antiga.
O reposicionar o estacionamento dos veículos dos produtores tinha por escopo ajardinar a área, permitindo um uso melhor pela população em ocasiões que não só as destinadas à Feira.
Se a Gare tem o destino de servir de abrigo à Feira do Produtor, entendo que não precise ser utilizada de modo tão desleixado, brega e desorganizado esteticamente.
Por vezes me passa pela cabeça que precisamos eleger um administrador que tenha passado por um curso do tipo arquitetura, ou artes visuais, e de preferência que seja uma mulher, com a sua visão mais detalhista para aquilo que, respeitado o essencial, é importante para o agrado dos sentidos.
Afinal, se um ambiente é tratado com descuido, com evidente desleixo e desatenção para a área em que se encontra, tais circunstâncias se transmitem ao comportamento das pessoas que o freqüentam, acabando elas de incorporar tais atitudes e levando-as a outros pontos de sua influência.
E isso se chama, também, deseducar.

sábado, 27 de março de 2010

POR QUE A CIRCULAÇÃO EM PASSO FUNDO NÃO FLUI.

Dias atrás falei sobre a circulação não fluir nas vias do centro de Passo Fundo.
Claro que o aumento do número de veículos contribui para que o lento trânsito nas áreas mais centrais se torne enervante e caoticamente quase parado.
Mas um fator que é importante para este resultado é a adoção da diminuição de pistas de rolamento em ruas e avenidas.
Para não me estender muito, vou me ater hoje unicamente ao que aconteceu com a Bento Gonçalves, recentemente recapada (em uma manhã de sábado, quando foi fechada ao trânsito desde a Independência até a General Osório, sem aviso e sem indicação de alternativas para os usuários. O Caos – com letra maiúscula, sim -, mesmo sendo num sábado, foi espetacular).
Pois a Bento, ainda que não se a possa caracterizar como vital para o trânsito – há outras formas de se acessarem as zonas sul e leste da cidade –, com a sua largura admitia a circulação de três carros lado a lado, independentemente do estacionamento em ambos os lados da rua. Mesmo que por ali se escoem linhas de coletivos urbanos.
A foto que acompanha esta postagem bem demonstra que a sinalização horizontal – pintura de divisão das pistas – conseguiu o feito de reduzir em 33% o escoamento possível,
Por ela se vê que:
1) as áreas para o estacionamento, dos dois lados, foram aumentadas em pelo menos 30 cm para cada lado (só aí a área de circulação perde mais de 60cm );
2) ainda que exista largura suficiente, foram pintadas apenas DUAS pistas de rolamento;
3) observa-se, à esquerda da foto, um automóvel estacionado em fila dupla, ocupando a metade de uma das pistas;
4) mais à frente, à direita, vêem-se um automóvel circulando e, mais à frente, um caminhão estacionado em fila dupla, ambos ocupando apenas a metade da outra pista.
Por aí, visualmente, você conclui que novamente o pessoal da (I)Mobilidade Urbana está, com estas atitudes, contribuindo firmemente para que o trânsito não tenha fluidez.
Isso por que, uma vez pintada a divisão das pistas de rolamento como o foi, você, circulando por esta rua, deve obedecer à sinalização, atendo-se aos limites ali impostos.
Providências inteligentes como esta fazem com que nas horas do “rusch” a saída ou passagem pela área central demore mais 1/3 do tempo habitualmente usado.
Em conseqüência, os carros gastam mais combustível, há mais emissão de gases por minuto, o tempo perdido no trânsito diminui o descanso necessário de quem trabalha.
Tudo isso é redução da qualidade de vida.
Afora isso, como me salientou uma vez o engenheiro Carlos Alerto Brocco, então Secretário de Obras, o estreitamento das pistas contribui para a diminuição da velocidade (menos espaço, automaticamente faz com que o condutor tenha mais cuidado), trazendo mais segurança, portanto. Contrario sensu, pistas mais largas contribuem para que haja mais “espaço”, chamando o condutor para o “vácuo”, o que acarreta, mesmo sem sentir, o imprimir mais velocidade.
Esperemos, pois, pelas próximas.





quinta-feira, 25 de março de 2010

SINALIZAÇÃO DE TRÂNSITO – FAZÊ-LA EM QUE HORARIO?

Pois se sabe que a circulação se ressente pela falta de adequada, PERMANENTE e correta sinalização em nossas ruas e avenidas.
Tem-se que a lei de trânsito define que compete aos órgãos e entidades executivos do Município implantar, manter e operar o sistema de sinalização, os dispositivos e os equipamentos de controle viário.
Tem havido nos últimos dias algum movimento da autoridade municipal responsável pela (I)Mobilidade Urbana no sentido de repintar algumas faixas de pedestres de há muito apagadas.
O repintar é elogiável; criticável é o se ter deixado que sumissem.
No dia de ontem, 24 de março deste glorioso ano que parece não existir (Carnaval, Páscoa, Copa, Eleições, em seguida Natal, Ano Novo e já Carnaval outra vez.), viu-se que várias faixas de pedestres receberam pintura nova.
Que bom isso.
No entanto, que horário mais inadequado para tal operação!
Sua realização implicou ou o fechamento de ruas para o trânsito, ou o bloqueio de meia pista, afunilando mais ainda a circulação já complicada.
E, ainda, a operação se estendeu durante o horário de final expediente, fazendo com que o inferno “normal” do dia a dia na questão viária se transformasse para quem saísse da área central, ou para ela se dirigisse, ou, ainda, por ela passasse, em flagelo indescritível, como se comandado em conjunto por Lúcifer com suas legiões, Gengis Khan com suas hordas e Argel com o seu São José no jogo de ontem contra o Inter (este último, aliás, sem comentários).
Mas será que as cabeças coroadas que conduzem a (I)Mobilidade Urbana têm dificuldade em olhar e interpretar o que acontece no trânsito da cidade?
Se efetivamente alguma obra ou o que valha deva ser feita em qualquer via, o mínimo a se imaginar é que a autoridade responsável cumpra o que o Código de Trânsito determina: “Salvo em casos de emergência, a autoridade de trânsito com circunscrição sobre a via avisará a comunidade, por intermédio dos meios de comunicação social, com quarenta e oito horas de antecedência, de qualquer interdição da via, indicando-se os caminhos alternativos a serem utilizados”.
Pois não encontrei nenhum aviso a respeito das interdições (ainda que parciais) havidas, tampouco a recomendação para utilização de caminhos alternativos.
E esse proceder vem se repetindo não só nos casos da pintura de sinalização, mas também nos de obras realizadas em ruas e avenidas que, uma vez pavimentadas, são entregues sem a devida sinalização (novamente a Lei de Trânsito, estabelecendo que nenhuma via pavimentada poderá ser entregue após sua construção, ou reaberta ao trânsito após a realização de obras ou de manutenção, enquanto não estiver devidamente sinalizada, vertical e horizontalmente, de forma a garantir as condições adequadas de segurança na circulação).
Não se dê como desculpa ser este o horário de trabalho dos que atuam na pintura e que, por medida de economia, não se realiza a atividade em horário diverso do de expediente.
A prestação do serviço público por certos setores não pode ter horário atrelado ao definido como sendo do expediente: as atividades que a consubstanciam se realizam no momento que seja adequado para a comunidade a que deve servir, sem transtornos à atividade social e primando para que não causem sequer desconforto aos contribuintes.

terça-feira, 23 de março de 2010

ALGUMAS DO SANTARÉM, o FOCA.

Dois episódios vividos com o Argeu Santarém – à época um jornalista iniciante, um “Foca”, do jornal O Nacional – acontecidos lá pelo ano de 1966, quando eu era 2º Tenente da Briosa e comandava em Passo Fundo os “Pedro e Paulo” (tempos bons aqueles, em que os PMs tinham nome e presença nas ruas) creio que possam ser lembrados em homenagem a este amigo recentemente falecido.

O primeiro.
No Comando do Pelotão assumia eu, além do policiamento em Passo Fundo (com seus então 70/80.000 habitantes e mais ou menos 4.500 veículos matriculados), também a responsabilidade pela segurança de Marau, Casca, Sertão, Tapejara, Davi Canabarro e Ciríaco. Essa era a área de responsabilidade do 1º Pelotão da 1ª Cia. do então 2º Batalhão de Polícia, hoje de novo 3º Regimento.
Na época o Batalhão incluiu 600 (verdade: seiscentos) novos soldados e destes escolhi (a dedo) 60 para compor e reforçar o meu pelotão, iniciando a instrução deles que, adianto, foi dirigida pessoalmente por mim e restou diferenciada da dos demais.
Com soldados novos (e novos mesmo, pois os que escolhi tinham entre 21 e 22 anos, tendo merecido do comandante da época o apelido de “Pelotão IÉ-IÉ-IÉ", numa referência à turma do Rei Roberto Carlos) reforçando o policiamento da cidade de Passo Fundo, instruídos adequadamente e coincidindo a entrada em vigor de um novo e severo (!?!?!?) Código de Trânsito, o aperto promovido – a nível de tolerância zero – mexeu com a população e provocou “murmúrios” que acabaram gerando comentário em matéria produzida pelo Argeu.
A pena brilhante já se fazia notar desde os primeiros textos e a crítica mordaz, ainda que incipiente, não se fazia por rogada: aparecia mesmo. E o ponto da matéria pelo Argeu escrita – como ainda é hoje, quando a fiscalização de trânsito aperta – era no sentido de que o policiamento não deveria se preocupar tanto com o trânsito, mas sim com outras áreas da segurança.
Só para não deixar de referir, Passo Fundo era uma cidade segura “naqueles tempos” e o pouco de bandidagem que aparecia era logo despachado, seja com o recolhimento legalmente feito, ou, por assustada com o número de policiais trabalhando na rua vinte e quatro horas, sumia para outros recantos, longe da nossa área.
Em face da matéria, acabei contatando com o Argeu, em um encontro casual, na Avenida General Neto (defronte do ponto que, anos depois, ficaria conhecido como a República dos Coqueiros, nome por ele, Argeu, atribuído à quadra defronte a Catedral).
E ali combinamos que ele me acompanharia durante um dia inteiro, nas ações de Polícia Ostensiva em Passo Fundo.
E assim foi feito. Passou um dia inteiro comigo, observando o planejamento do dia, o “briefing” antes da saída dos PMs em direção aos seus postos e andando no jeep que realizava a fiscalização do trabalho. Almoçamos e jantamos juntos e ficou observando o trabalho ainda noite a dentro, vendo o policiamento trabalhando bem mais e além da fiscalização do trânsito.
Acho que basta dizer que nos tornamos muito amigos. Desde então, tudo o que dizia a respeito à área do policiamento ostensivo sempre era por ele tratado de uma forma diferente. Afinal, tinha percebido que, tal como um iceberg, as ações policiais que vemos é apenas uma pequena parte de um todo muito maior.

O outro fato.

Entre o final do ano de 1966 e início de 1967, dei andamento a uma campanha intensa de educação para o trânsito, acompanhada da colocação de sinalização que praticamente inexistia, usando os soldados do meu Pelotão para a sua execução.
Ainda que a responsabilidade da sinalização fosse então do Estado, tivemos aí o apoio irrestrito do grande Prefeito da época, Sr. Mário Menegaz, e da população que, sabendo das dificuldades existentes quanto à aquisição de tintas para a pintura dos sinais, aparecia no prédio que usávamos (onde hoje está o Edifício Benincá, na esquina da Rua Moron com a Bento Gonçalves), entregando ali galões e galões de tinta branca ou amarela.
Tudo bem, mas onde entra o Argeu Santarém nesta parte da história?
Pois entra numa certa manhã, na esquina da Avenida Brasil com a Rua Fagundes dos Reis, ali, junto ao Colégio Protásio Alves.
Estávamos eu e o Sargento Valdir observando e orientando a pintura de faixas de pedestres no local (as primeiras pintadas na cidade!) e o Argeu, que passava pelo local, ficou ali conversando e se informando do que fazíamos.
Neste momento, o Cabo Leônidas se aproxima e diz:”Tenente, não temos solvente para por na tinta e limpar os pincéis”. Então, meti a mão no bolso e entreguei a ele um determinado valor em dinheiro para que fosse até ali, na casa de tintas do Roratto, e comprasse o solvente de que precisava.
No dia seguinte, sou surpreendido ainda cedo no quartel com um reboliço a minha volta, sendo chamado à sala do comandante, Coronel Iriovaldo Maciel de Vargas.
E o que acontecera?
O Argeu, que era também correspondente da Rádio Guaíba de Porto Alegre, fizera no dia anterior matéria que dava conta de que os PMs de Passo Fundo estavam pagando, de seu próprio bolso, material para a sinalização de trânsito da Cidade.
Pronto. A notícia, que fora dada no muito ouvido jornal da noite da Guaíba, chegara à Casa Civil e, dali, à Casa Militar e aos ouvidos do próprio Governador, Eng.. Ildo Meneghetti, que cobrou imediatas providências para a solução da situação e que não mais se repetisse tal fato.
E em razão disso, vou eu lá dar explicações e responder portarias, afora entrevistas – cheio de cuidados – para emissoras de Porto Alegre.
A partir dali, os trabalhos de sinalização ficaram facilitados, seja pela liberação de mais material pela Prefeitura, seja por ter sido alcançado com mais assiduidade e quantidade pela população.
Graças à notícia produzida pelo Argeu.
Quanto ao Estado, tirando a cobrança sobre o fato que rendera a notícia, dele não veio nada mesmo.

domingo, 21 de março de 2010

ENTENDENDO DOIS PORQUÊS.

CONSTA QUE A MATA ATLÂNTICA REAGE E RESSURGE NAS RUAS DE PASSO FUNDO, E QUE O FUTURO RESERVA PETRÓLEO PARA O NOSSO MUNICÍPIO.

Creio que nossos administradores municipais, talvez nostálgicos dos tempos de suas infâncias, em que no final de cada rua tinha um pequeno mato ou uma capoeira – e que serviam para as brincadeiras mais diversas, afora o se buscar taquaras com que se produziam as coloridas pipas dos dias ventosos –, estejam pretendendo que não só o final das ruas, mas a extensão toda delas se transforme em uma capoeira só.

E aí, a esplendorosa capital do Planalto haverá de mostrar ao mundo inteiro como se faz para que as antigas matas que povoavam esta região retornem na era moderna, sem qualquer esforço (De fato, só com a I Mobilidade, com a inação, com a omissão).

Que beleza!!

E, além de não bolirem com as ervas daninhas que brotam entre os paralelepípedos, nas calçadas e de dentro dos terrenos baldios estendendo-se pelos passeios e ruas, deixam que se observe o crescente acúmulo de lixo nas esquinas, carregados nos dias de chuva para as bocas de lobo que, entupidas, permitem que as vias se transformem em mananciais de causar inveja a muito riozinho por aí, metido à besta.

Só posso creditar isso – a não solução para o recolhimento do lixo – a uma tentativa de não se ver o Município frustrado com a questão dos royalties a serem distribuídos em relação a uma possível talvez existente futura exploração do pré sal.

Afinal, com toda esta matéria orgânica não recolhida, deixada aí pelas ruas, ao lado do crescimento de uma vigorosa “mata”, quem sabe não tenhamos em alguns séculos de contínuidades administrativas, não o nosso pré sal, mas um rentável campo petrolífero nascido de um “pós lixo”?

Por isso, vote sempre bem.
Reeleja.
Dê continuidade.
Mantenha o mesmo Administrador (pode ser que ele aprenda como se faz).

quinta-feira, 18 de março de 2010

Olhando por aí e comentando.

Passei hoje pelo trecho recentemente asfaltado da Rua General Osório, quadra entre as Ruas Benjamin Constant e a Fagundes dos Reis.
Vi que entre ontem e hoje foi feita a sinalização horizontal – pintura sobre o asfalto, dividindo pistas de rolamento.
Pois que coisa: a largura da Rua General Osório é conhecida e, fora o trecho entre a Fagundes e a Bento Gonçalves – onde há estacionamento oblíquo à direita – toda ela permite que se tenha, além dos estacionamentos paralelos dos dois lados QUATRO pistas de rolamento.
Pois a pintura na quadra que refiro no início promove a divisão da rua em DUAS ÚNICAS PISTAS... não dá para entender.
Veja-se que hoje Passo Fundo conta com uma frota de mais de 82.000 veículos registrados e a estes devem se acrescer os mais de dez mil que diariamente aqui aportam e usam as vias mais centrais.
Apesar disso, a Prefeitura, por sua Secretaria de (I) Mobilidade Urbana, sistematicamente tem promovido a diminuição de pistas disponíveis para a circulação.
Isto produz, como permite concluir, comprovado pela observação do dia a dia do nosso trânsito, a diminuição de pistas disponíveis para estes quase cem mil veículos que circulam em Passo Fundo, acarretando o retardamento da necessária fluidez.
Só para explicar melhor: a partir de 1997, quando Passo Fundo tinha pouco mais de 40 mil veículos registrados (menos da metade dos de hoje, portanto), vias como a Benjamin Constant, Fagundes dos Reis, General Osório, Coronel Chicuta, Sete de Setembro – só para ficar com as mais utilizadas – apresentavam quatro pistas de rolamento cada uma. Assim, nos semáforos, a cada abertura de sinal, podiam passar concomitantemente quatro veículos de cada vez; agora, apenas três.
A isso se some a estranha opção pela ONDA VERMELHA (em contraposição à onda verde, aquela em que você vai andando por um longo trecho com os sinais luminosos verdes para você).
Sem querer prolongar muito, a onda vermelha tranca, em uma quadra, por pista, em média 17 veículos; aí se tem, então, em três pistas, 51 veículos parados esperando a abertura do sinal.
Autorizada a passagem pelo sinal verde, são vinte segundos para que os veículos passem. Até que os primeiros arranquem (constatação nos locais), passa-se em média um segundo e meio.
Nos 18,5 segundos restantes os que se encontram no final das filas desta quadra não conseguem chegar ao sinal ainda aberto...
Passaram – conforme estatisticamente verificado – dos 51 que estavam aguardando, em média, 39.
Se disponibilizadas quatro pistas, teriam passado 33% a mais, ou seja, todos os que estavam na quadra.
Mas isso, ONDA VERMELHA, diminuição de pistas de rolamento, são apenas parte do problema; há outras questões como, por exemplo, a relação entre a largura das pistas e a velocidade.
Mas isso vou abordando aos poucos, em outras ocasiões.

terça-feira, 16 de março de 2010

Começando.

Pois há muito que o que penso quer sair de mim.
Tudo o que penso sobre tudo.
Normalmente perturba mais aquilo que está perto, do lado, ao redor.
Então surgiu a oportunidade de criar esta página de postagens e, então, eis-me aqui, pensando por escrito.
É um turbilhão de pensamentos e de coisas que querem se consubstanciar em palavras e estas em frases e estas em períodos, a fim de que tudo o que brotar do pensamento possa sair, ter vida própria e, assim, permitir que o que me angustia ou me alegra, o que me irrita ou me diverte, o que me faz por vezes sentir raiva ou emoção saia, e vá passear por aí.
É isso, e aqui eu começo.
A qualquer hora, postarei o que pensar.
Até daqui a pouco.