sábado, 27 de março de 2010

POR QUE A CIRCULAÇÃO EM PASSO FUNDO NÃO FLUI.

Dias atrás falei sobre a circulação não fluir nas vias do centro de Passo Fundo.
Claro que o aumento do número de veículos contribui para que o lento trânsito nas áreas mais centrais se torne enervante e caoticamente quase parado.
Mas um fator que é importante para este resultado é a adoção da diminuição de pistas de rolamento em ruas e avenidas.
Para não me estender muito, vou me ater hoje unicamente ao que aconteceu com a Bento Gonçalves, recentemente recapada (em uma manhã de sábado, quando foi fechada ao trânsito desde a Independência até a General Osório, sem aviso e sem indicação de alternativas para os usuários. O Caos – com letra maiúscula, sim -, mesmo sendo num sábado, foi espetacular).
Pois a Bento, ainda que não se a possa caracterizar como vital para o trânsito – há outras formas de se acessarem as zonas sul e leste da cidade –, com a sua largura admitia a circulação de três carros lado a lado, independentemente do estacionamento em ambos os lados da rua. Mesmo que por ali se escoem linhas de coletivos urbanos.
A foto que acompanha esta postagem bem demonstra que a sinalização horizontal – pintura de divisão das pistas – conseguiu o feito de reduzir em 33% o escoamento possível,
Por ela se vê que:
1) as áreas para o estacionamento, dos dois lados, foram aumentadas em pelo menos 30 cm para cada lado (só aí a área de circulação perde mais de 60cm );
2) ainda que exista largura suficiente, foram pintadas apenas DUAS pistas de rolamento;
3) observa-se, à esquerda da foto, um automóvel estacionado em fila dupla, ocupando a metade de uma das pistas;
4) mais à frente, à direita, vêem-se um automóvel circulando e, mais à frente, um caminhão estacionado em fila dupla, ambos ocupando apenas a metade da outra pista.
Por aí, visualmente, você conclui que novamente o pessoal da (I)Mobilidade Urbana está, com estas atitudes, contribuindo firmemente para que o trânsito não tenha fluidez.
Isso por que, uma vez pintada a divisão das pistas de rolamento como o foi, você, circulando por esta rua, deve obedecer à sinalização, atendo-se aos limites ali impostos.
Providências inteligentes como esta fazem com que nas horas do “rusch” a saída ou passagem pela área central demore mais 1/3 do tempo habitualmente usado.
Em conseqüência, os carros gastam mais combustível, há mais emissão de gases por minuto, o tempo perdido no trânsito diminui o descanso necessário de quem trabalha.
Tudo isso é redução da qualidade de vida.
Afora isso, como me salientou uma vez o engenheiro Carlos Alerto Brocco, então Secretário de Obras, o estreitamento das pistas contribui para a diminuição da velocidade (menos espaço, automaticamente faz com que o condutor tenha mais cuidado), trazendo mais segurança, portanto. Contrario sensu, pistas mais largas contribuem para que haja mais “espaço”, chamando o condutor para o “vácuo”, o que acarreta, mesmo sem sentir, o imprimir mais velocidade.
Esperemos, pois, pelas próximas.





Um comentário:

  1. Professor Celso, parabéns pelo blog, está ótimo.
    Como o Sr. sabiamente disse, questões como a do trânsito em nossa cidade são fundamentais para uma melhor qualidade de vida. Infelizmente, a Secretaria de Mobilidade Urbana parece agir de má-fé, ou simplesmente desconhecer o CTB.
    Exemplo claro disto é o cruzamento entre a rua Uruguai e a rua Capitão Eleutério, visto que, os motoristas que se encontram na rua Uruguai têm três faixas de rolamento, mas após o cruzamento só existem duas. A conclusão óbvia é que os motoristas que se posicionam na faixa esquerda devem, obrigatoriamente, fazer conversão à esquerda.
    Contudo, a falta de sinalização e de respeito ao ordenamento jurídico, reitiram "parte" da obviedade e por consequência parte da segurança de todos.


    Abraço!
    Att. Felipe Rizzoto.

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